w

Acompanhem tecendoasabedoria, e fique antenado sobre diversos assuntos sobre teologia, Filosofia, Ciência, Biologia,Astronomia,Geografia, Mitologia, Literatura, Astrologia, Arqueologia, Geologia, Física, História, Religião, Culturas, Povos, Folclore,Psicanálise, Ateismo, Agnosticismo, Tribos, Rituais e diversos outros assuntos de importância a humanidade

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ateismo


Ateísmo é a posição filosófica de que não existem deuses,[1] ou que rejeita o conceito do teísmo.[2] Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades.

O termo ateísmo foi originado do grego ἄθεος (atheos), e era aplicado a qualquer pessoa que não acreditava em deuses, ou que participava de doutrinas em conflito com as religiões estabelecidas. Com a disseminação de conceitos como a liberdade de pensamento, do ceticismo científico e do subsequente aumento das críticas contra as religiões, a aplicação do termo passou a ter outros significados. Os primeiros indivíduos a se auto-identificarem como "ateus" apareceram no século XVIII. Hoje, cerca de 2,3 % da população mundial descreve-se como ateu, enquanto 11,9 % descreve-se como não-teístas. Entre 64% e 65% dos japoneses e 48% dos russos descrevem-se como ateus, agnósticos, ou não-crentes. A Europa é a região do planeta em que a descrença absoluta ou relativa em deuses é mais disseminada, sendo posição majoritária em diversos países deste continente. Entretanto, a percentagem destas pessoas em estados membros da União Europeia varia entre 6% (Itália) a 85% (Suécia). Por outro lado a África e a América Latina são as regiões com menor incidência de ateístas.
Ateus podem compartilhar preocupações comuns com os céticos quanto a assuntos sobrenaturais, citando a falta de provas empíricas. Entre essas racionalidades comuns incluem-se o problema do mal, o argumento inconsistente de revelações e o argumento de descrença. Outros argumentos a favor do ateísmo crescem com o apoio da filosofia e da história.
Na cultura ocidental, ateus são frequentemente consideradas como irreligiosos ou descrentes. No entanto, sistemas de crença religiosa e espiritual, como formas do budismo, que não defende a crença em deuses, têm sido descritos como ateus. Embora alguns ateus tendam a direções filosóficas como o humanismo secular, o racionalismo e o naturalismo, não há nenhuma ideologia ou um conjunto de comportamentos a que todos os ateus devam respeitar
O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença em deuses. Não pode ser considerado como um tipo específico de religião já que, na maioria das definições aceitas, para que uma dada perspectiva seja classificada como tendo caráter religioso, esta deve ter como elemento central um ou mais deuses, ou entidades divinas. Certas correntes filosóficas podem ser consideradas como ateístas, mas o conceito de ateísmo não se prende a uma filosofia ou religião específica. Devemos lembrar que algumas correntes do Budismo e Jainismo podem ser denominadas ateístas por não apresentarem nenhuma definição de deus, (mas isso é controverso e não devemos confundir Budismo com ateísmo, ou, muito menos, o inverso).

Bertrand Russell, representante do ateísmo fraco no século XX.

Bertrand Russell, representante do ateísmo fraco no século XX.De fato, existem tantos ateus, diferentes entre si, quanto as pessoas de uma dada população, no seu todo. Pelo simples fato de uma pessoa ser ateísta, não se pode inferir que esta pessoa esteja alinhada a qualquer crença positiva particular (isto é, que não se limite à ausência de crença) e não implica a aceitação de qualquer sistema filosófico específico. O ateísmo também não é uma visão do mundo ou um modo de vida: existem ateus com os mais diversos gostos musicais, preferências políticas, clubes de futebol, escolhas morais, etc. Além disso, o indivíduo ateu não é necessariamente ligado ao comunismo ou a qualquer outro sistema particular de organização social. Os ateus representam muitas vertentes do espectro político. Obviamente, o fato de os ateus discordarem das idéias de pessoas religiosas não significa que defendam a perseguição dos religiosos - embora algumas correntes políticas tenham optado pela repressão, como na antiga União Soviética, alegando que os religiosos tinham sido cúmplices do regime czarista.
Em discursos contra o ateísmo são, ainda, frequentes algumas acusações infundadas e que entrariam mesmo em contradição com a própria definição do termo. Por exemplo, os ateus não defendem a adoração de Satã (do hebraico satan, "o adversário"), já que a crença em forças demoníacas só faria sentido se se aceitasse a existência de um ou mais deuses. O Satanismo, portanto, é uma religião por definição, sendo rejeitada pelos seguidores do ateísmo. As crenças típicas da "nova era", ou semelhantes, são também rejeitadas, em princípio, por qualquer ateu

Karl Marx, fundador do comunismo, um dos mais famosos ateus da história.

Por outro lado, o ateísmo é, por vezes, a posição oficial de países comunistas, como a ex-União Soviética, o ex-bloco Oriental e a República Popular da China. Karl Marx, ateu e descendente de rabino judeu, afirmava que religião é "o ópio do povo". Queria com isto afirmar que esta existe para encobrir o verdadeiro estado das coisas numa sociedade, tornando os indivíduos mais receptivos ao controle social e exploração. Concomitantemente, afirmava que a religião era "a alma de um mundo sem alma", querendo assim dizer que a experiência religiosa surgia como uma reação normal de busca de sentido numa realidade social alienante. Doutrinas marxistas à parte, o fato é que tais Estados encontraram um meio de desencorajar todas as religiões no intuito de enfraquecer quaisquer possíveis centros de oposição ao seu completo controle sobre esses Estados. Na União Soviética e na República Popular da China, eram toleradas algumas igrejas que se submetiam ao estrito controle do estado. É notável que a resistência ao comunismo frequentemente encontrasse focos em assuntos religiosos, e ao papa João Paulo II é muitas vezes dado o crédito de ter ajudado a terminar com o comunismo no Leste Europeu. A luta do Dalai Lama pela independência do Tibet seria outro exemplo.

Richard Dawkins, um dos mais influentes ateus da atualidade.

Richard Dawkins, um dos mais influentes ateus da atualidade.Desde a Segunda Guerra Mundial, toda formatura militar nos Estados Unidos é acompanhada pelo freqüente uso dos dizeres "Não existem ateus em trincheiras"[carece de fontes?]. Durante a Guerra Fria, o fato de os inimigos dos EUA serem oficialmente ateus ("Comunistas sem Deus") e o Macartismo somaram-se à visão de que ateus não são confiáveis nem patriotas. Na campanha presidencial de 1987 nos (oficialmente seculares) EUA, George H. W. Bush disse "não sei se ateus deveriam ser considerados como cidadãos nem como patriotas. Essa é uma nação sob Deus."[22] Declarações similares foram feitas durante a discussão que cercava a inclusão da frase "sob Deus" no Juramento de Lealdade Americano, palavras que foram adicionadas ao juramento no início do período da Guerra Fria.
Apesar das atitudes do período de Guerra Fria, os ateus são legalmente protegidos da discriminação nos EUA e são os mais fortes advogados da separação legal entre igreja e Estado. Os tribunais estadunidenses regularmente interpretam o requisito constitucional em relação à separação entre Igreja e Estado como sendo protetor da liberdade dos descrentes, e também proibindo o estabelecimento de qualquer estado religioso. Os ateus muitas vezes resumem a situação legal com a frase: "Liberdade religiosa também significa liberdade da não religião."
A despeito dos preconceitos, a desfiliação religiosa cresce em vários países, incluindo os lusófonos. No Brasil, de acordo com dados do IBGE,[23] 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população declaram-se sem religião, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas. A religião não é a única fonte de formulação de valores éticos e morais, pois a secularização das sociedades é algo inegável.

Um comentário:

  1. Herrerias

    Em primeiro lugar, parabéns pela bonita apresentação do seu blog, pelo assunto abordado e pela oportunidade que nos oferece. Depois de quase dois milênios de crudelíssima imposição religiosa é natural que o ateísmo esteja em ebulição no mundo em plena era da comunicação. Nem poderia ser diferente, se naquela época se dispusesse dos recursos de comunicação que hoje dispomos a idéia de Deus não teria vingado. O que ainda existia nos primeiros séculos, como sabemos, era o todo poderoso Zeus. A retórica religiosa cristã se esmera tentando dar sobrevida a crença, como se ela fosse salvar o Ocidente do islamismo. O ateísmo é o estado natural do ser humano cujas primeiras palavras são mamá, mamãe e papai. Não cabem conceituações filosóficas no cerne da questão. O cristianismo, a pesar da sua origem inconfessadamente grega, nunca foi democrático e os cristãos foram acostumados a essa “legalidade” social da crença em Deus, marginalizando os não-crentes ou ateus.

    Não posso falar das vantagens de um mundo ateu porque ainda não conhecemos este mundo. No entanto, podemos e devemos falar das desvantagens de um mundo religioso porque a história nos faculta isso. O escritor Pedro Nava dizia que a experiência é como um farol voltado pra trás. Só ilumina o que já passou. É assim mesmo que a humanidade caminha e procura na escuridão cósmica por uma sorte melhor. Nem só na filosofia ou na ciência se apóia o ateísmo. Na verdade isso é um engodo que muitos ateus ingênuos caem. Tal fato acontece porque, como a maioria dos crentes, eles igualmente desconhecem que o cultuado e louvado deus da bíblia era execrado nos primeiros séculos e até comparado ao diabo.

    Desde quando a teologia se transformou de “estudo das ciências dos deuses” na engenharia da enganação, a idéia do divino começou a se complicar. O conflito inexistente entre a religião e a ciência embaçou a visão geral. Essa discussão idiota não existia na Antiguidade porque esse tipo de ignorância, que cogitava a possibilidade de uma inteligência cósmica, era levado mais a sério. Está faltando seriedade no trato deste assunto por causa de interesses antigos e menores. Tal percepção era clara e não cabia dúvida quanto a sua existência de tal possibilidade, tanto quanto não nos cabe dúvida quanto a nossa própria existência. Algo forte assim. Fazemos parte do contexto de uma inteligência maior e mais abrangente do que a nossa imaginação.

    Albert Einstein diferenciava o deus cultural de Israel, o da bíblia, da inteligência cósmica, da qual não fazemos idéia. Também, ninguém de nós sabe o que na verdade é o judaísmo, isto é, o que representa o deus de Israel no seu próprio contexto histórico; mas os gregos antigos da elite pensante o repudiavam. Os movimentos religiosos reativos e sob influência grega, que os teólogos da enganação chamaram de judaísmo heterodoxo, condenavam o deus dos judeus como o malévolo criador da humanidade. Para aqueles, tal criação foi um grande mal a ser execrado.

    Por incrível que pareça, foi dessa rixa ou desse confronto cultural que surgiu o cristianismo; uma história ainda mantida convenientemente sob a névoa das discussões estéreis. Sou ateu porque conheço o bastante desta história para negar a existência do deus cultural de Israel e a farsa de Jesus Cristo, sem precisar de argumentos senão os meus próprios. Essa bobagem de ateu isso, ateu aquilo nada tem a ver.

    ResponderExcluir