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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Teologia do Pacto


A teologia do pacto é o evangelho apresentado no contexto do plano eterno de Deus de comunhão com o Seu povo, e seu desenvolvimento histórico nos pactos das obras e da graça (bem como nos vários estágios progressivos do pacto da graça). A teologia do pacto explica o significado da morte de Cristo à luz da plenitude do ensino bíblico sobre os pactos divinos, fortalece nosso entendimento da natureza e uso dos sacramentos, e provê a explicação mais completa possível dos fundamentos de nossa segurança.
Colocado de outra forma, a teologia do pacto é o modo da Bíblia explicar e aprofundar nosso entendimento da: expiação [o significado da morte de Cristo]; segurança [a base de nossa confiança de comunhão com Deus e o desfrutar de Suas promessas]; os sacramentos [sinais e selos das promessas pactuais de Deus – o que eles são e como eles operam]; e a continuidade da história da redenção [o plano unificado de salvação de Deus]. A teologia do pacto é também uma hermenêutica; uma abordagem do entendimento das Escrituras – uma abordagem que tenta explicar biblicamente a unidade da revelação bíblica.
Quando Jesus quis explicar o significado de Sua morte aos Seus discípulos, Ele foi para a doutrina dos pactos (veja Mateus 26, Marcos 14, Lucas 22, 1 Coríntios 11). Quando Deus quis assegurar a Abraão da certeza de Sua palavra de promessa, Ele foi para o pacto (Gênesis 12, 15 e 17). Quando Deus quis separar o Seu povo, imprimir Sua obra em suas mentes, Se revelar de forma tangível em amor e misericórdia, e confirmar sua futura herança, Ele deu os sinais do pacto (Gênesis 17, Êxodo 12, 17 e 31, Mateus 28, Atos 2, Lucas 22). Quando Lucas quis mostrar aos cristãos primitivos que a vida e ministério de Jesus foram o cumprimento dos antigos propósitos de Deus para o Seu povo escolhido, ele foi para os pactos e citou a profecia de Zacarias que mostra que os crentes nos dias mais primitivos do ’movimento de Jesus’ entendiam Jesus e Sua obra messiânica como um cumprimento (não um ‘Plano B’) do pacto de Deus com Abraão (Lucas 1:72-73). Quando o salmista e o autor de Hebreus queriam mostra como o plano redentor de Deus foi ordenado e sobre que base ele se desvela na história, eles foram para os pactos (veja Salmos 78, 89, Hebreus 6-10).
A teologia do pacto não é responsável pelo dispensacionalismo. Ela existe muito antes que os rudimentos do dispensacionalismo clássico fossem reunidos no século XIX. A teologia do pacto não é uma escusa para o batismo de crianças, nem é meramente uma convenção para justificar uma abordagem particular dos sacramentos (a moderna pedo-comunhão e regeneração batismal). A teologia do pacto não é sectária, mas uma abordagem ecumênica reformada para entender a Bíblia, desenvolvida nas trilhas da magistral Reforma, mas com origens que retrocedem antes dos dias mais primitivos do cristianismo católico e historicamente apreciada em todos os vários ramos da comunidade reformada (Batista, Congregacionalista, Presbiteriana, Anglicana e Reformada). A teologia do pacto não pode ser reduzida para servir meramente como a justificativa para alguma visão particular das crianças no pacto, ou para um certo tipo de escatologia, ou para uma filosofia específica de educação (seja ela uma escola no lar, cristã ou clássica). A teologia do pacto é muito maior do que isto. Ela é muito mais importante do que isto.

“A doutrina do pacto repousa na origem de toda teologia verdadeira. Tem sido dito que aquele que entende bem a distinção entre o pacto das obras e o pacto da graça, é um mestre de teologia. Estou persuadido de que a maioria dos enganos que os homens cometem concernente às doutrinas da Escrituras, é baseada sobre erros fundamentais com respeito ao pacto da lei e da graça. Possa Deus nos conceder agora o poder para instruir, e a vocês a graça de receber a instrução sobre este assunto vital”. Quem disse isto? C.H. Spurgeon – o grande pregador batista inglês! Certamente um homem acima de nossa suspeita de secretamente fornecer uma visão presbiteriana dos sacramentos para as massas evangélicas inocentes.
A teologia do pacto flui da vida e obra trinitariana de Deus. O pacto de Deus de comunhão conosco é modelado sobre as relações intra-trinitarianas e é um reflexo delas. A vida compartilhada, a comunhão das pessoas da Santíssima Trindade, que os teólogos chamam de perichoresis ou circumincessio, é o arquétipo da relação pactual graciosa de Deus com os Seus eleitos, com o Seu povo redimido. Os compromissos de Deus no pacto eterno de redenção encontram realização espaço-tempo no pacto da graça

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