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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Conceito de Superdotação


Na literatura científica, existem quase tantas definições de superdotação o quanto existem autores sobre o assunto. Existem muitos motivos para isso, variando desde a existência de uma grande diversidade de posturas teóricas no que concerne à forma de se encarar as habilidades humanas até as múltiplas posturas políticas para com o tema da relação entre indivíduo e coletividade. Naturalmente, todos esses fatos tem levado a inúmeras controvérsias científicas, éticas e políticas no que diz respeito aos superdotados.

Em meio a esse turbilhão Ogilvie (1973) se destaca por propor uma definição simultaneamente clara e prática para a palavra "superdotado". Mais especificamente, ele diz:


O termo "superdotado" é usado para indicar qualquer criança que se destaque das demais, numa habilidade geral ou específica, dentro de um campo de atuação relativamente largo ou estreito. Quando existirem testes reconhecidos como (por exemplo) no caso da "inteligência", então a superdotação poderia ser definida a partir de escores em testes. Onde não exista teste reconhecido, pode-se presumir que as opiniões subjetivas de "peritos" nas diversas áreas acerca das qualidades criativas de originalidade e imaginação demonstradas seriam o critério que temos em mente. (Ogilvie, 1973; Gifted Children in Primary Schools, p.6)

Isto quer dizer que, segundo ele, toda a criança ou, tomando no caso mais geral, toda a pessoa que se destaque significativamente das demais em termos de uma dada atividade humana relevante pode ser considerada um superdotado. Também significa que o critério a ser usado para a verificação do "destaque" deve ser um teste padronizado que resulte num valor numérico, quando possível; senão, devem ser usadas as opiniões subjetivas de peritos na atividade humana em questão.

As Vantagens da Definição Funcional

A definição funcional proposta por Ogilvie apresenta pelo menos três grandes vantagens com relação à maioria das demais, sendo elas:

Não apenas caracterizar o superdotado mas também estabelecer, em linhas gerais, os métodos a serem usados para se medir a superdotação;
Definir o superdotado em comparação com o seu meio e não através de escalas absolutas, assegurando, com isso, a relevância do processo de identificação independente de onde ele ocorre;
Lidar somente com o fato de certas pessoas se destacarem das demais em alguma atividade relevante, independente da causa de tal superioridade, evitando uma conceituação excessivamente comprometida com uma linha teórica específica.
Graças a isso, tem-se um conceito a partir do qual é possível classificar as pessoas quanto às suas habilidades de uma forma sistemática e relevante, ao mesmo tempo em que se evita que discussões teóricas tornem-se um obstáculo ao desenvolvimento de uma prática.

A Superdotação Intelectual

A Teoria das Múltiplas Inteligências de Howard Gardner propõe que a mente humana é multifacetada, existindo várias capacidades distintas que podem receber a denominação de "inteligência". Duas dessas inteligências são particularmente importantes nas sociedades ocidentais urbanizadas, sendo elas:


Inteligência Lógico-Matemática: É a capacidade de analisar problemas com lógica, de realizar operações matemáticas e investigar questões cientificamente;
Inteligência Lingüística: É a sensibilidade para a língua falada e escrita, a habilidade de aprender idiomas e a capacidade de utilizar a linguagem para atingir certos objetivos.
A importância dessas inteligências é dada de modo conjuntural, devido aos modos de produção, organização social, ferramentas culturais e estrutura de valores das comunidades em questão.

Devido ao enorme valor atribuído às aptidões acima, as famosas "escalas de inteligência" criadas a partir do final do Século XIX e do início do Século XX, as quais buscavam captar uma "capacidade intelectual geral", de fato se concentravam apenas nas inteligências lingüística e lógico-matemática, negligenciando outras formas de aptidão mental, tais como as inteligências musical, físico-cinestésica, espacial, interpessoal e intrapessoal. Apesar disso, permanece o fato de que aquilo que é medido através dos testes de QI efetivamente representa um conjunto importante de capacidades, particularmente nas sociedades em que mais costumam ser empregados.

Considerando todos os argumentos apresentados, chega-se à conclusão de que é válido salientar um tipo específico de superdotação intelectual, ou seja, o destaque excepcional em habilidades lingüísticas e lógico-matemáticas, sendo uma forma razoável de se aferir tais capacidades os chamados testes psicométricos ou de QI, embora isso não exclua outros procedimentos de medida. Para tanto, basta que se mantenha sempre clara e explícita a noção de que tais habilidades representam apenas um pequeno subconjunto do total das aptidões mentais humanas as quais, por motivos puramente conjunturais, assumiram um papel privilegiado nas sociedades ocidentais urbanizadas.

Criatividade

Criatividade é o destaque na atividade de criar, de produzir aquilo que é simultâneamente inusitado e útil. Envolve a capacidade de perceber possibilidades, tolerar ambigüidades, recombinar, pensar independentemente, planejar, julgar sem preconceitos, perceber analogias, produzir idéias em quantidade, mudar de abordagem ou ponto de vista, e de ser original. Trata-se de uma característica que, no contexto cognitivo, pode se apresentar tanto como um talento em si mesmo quanto um sabor adicional da superdotação intelectual.

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